Páginas

Bactéria.






As palavras já não possuo
Elas fogem correndo de mim
Esqueci a fórmula da cura
Dos dias em que fico triste assim

Para onde foram eu não sei. Onde estão?
Talvez em algum escuro de mim
Onde só a saudade decifra o fim
Ou em algum lugar tão claro
Onde só a morte da cega rotina
Faz com que minha retina dê um disparo

Minha poesia é bactéria 
Clamor, amor, dor, fervor
Na cultura do que faz palpitar a artéria
Mas já que a vida também é monotonia
Pelo bem da minha anatomia, me faça um favor

Não me deixe aqui sozinha
Ainda não sei nadar
Nesse mar de obrigações, sonhos e ambições
Não deixe que me falte, da manhã, o alvor.


Cansada de estudar,
- Railma Medeiros

0 colecionadores!:

Postar um comentário