Páginas

Apontador.

O que é, o que é, que nasce grande e morre pequeno?
Que com o tempo, a ausência, a banalização do templo, a lotada agenda...
Que junto ao frio, à massagem não concebida, ao "shhhhhhhiu!", à mensagem não respondida...
Vai-se, diminuindo?
O meu coração, depois de tantas quedas, pensei ser como aquele lápis verde que, reza a lenda, nunca quebra. Enganei-me.
O telefone não toca, nem vibra, nem pisca. 
Os ponteiros dançam e nosso destino só aponta-dor.

Railma Medeiros

Visitante ilustre.



Todo dia, aqui em casa, tem entrado um passarinho. 
Acho que ele gostou do meu lar e fez um ninho. 
Da primeira vez, me assustei. Ele também. Bateu as asas e voou. 
No outro dia, ele voltou. Às vezes ele faz cocô, suja o chão, mas eu perdoo.
E como não perdoar? É um bicho que nasceu pra ser livre e vem toda manhã me visitar! 
Passarinho, seu nome de batismo é "amor"?


Railma Medeiros