Páginas

Apontador.

O que é, o que é, que nasce grande e morre pequeno?
Que com o tempo, a ausência, a banalização do templo, a lotada agenda...
Que junto ao frio, à massagem não concebida, ao "shhhhhhhiu!", à mensagem não respondida...
Vai-se, diminuindo?
O meu coração, depois de tantas quedas, pensei ser como aquele lápis verde que, reza a lenda, nunca quebra. Enganei-me.
O telefone não toca, nem vibra, nem pisca. 
Os ponteiros dançam e nosso destino só aponta-dor.

Railma Medeiros

0 colecionadores!:

Postar um comentário