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Tem são?




Um peso na mente, o porquê de ser gente. Um corpo dormente, que não consente aos comandos insistentes de um coração latente. 

Belo ou deformado? Certo ou errado? Futuro, presente ou passado? Eu estou no entre. 

E me pergunto quando há de ocorrer a transição que tanto anseio, quando vou sair do meio e guiar os rumos do meu ser.


Mas não posso pilhar, não posso gritar, não posso - sobretudo - afastar.

Esses dias de desgaste são como andar ré... Mas, pro meu bem, a tristeza passa com uma noite de sono e uma carícia no pé (e uma boa tora de chocolate).


Railma Medeiros

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